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Para a moda, Fabiana Saba é uma mulher plus size. Até quando?


Achei maravilhosa a notícia de que Fabiana Saba voltou ao mundo da moda. Você talvez se lembre dela de revistas do começo dos anos 2000 ou mesmo de sua fase como apresentadora de televisão — foi nessa época que ela assumiu o comando de um programa chamado 'Interligado', na RedeTV!, no lugar de Fernanda Lima. Além de linda e boa profissional, é um doce de pessoa.

Só acho injusto que, ainda em 2016, o mercado da moda não tenha mudado absolutamente nada em relação aos padrões de magreza. Veja as imagens abaixo e me diga: faz sentido classificar uma mulher como ela como plus size? Acho errado tanto com ela, que tem um corpo igual ao da maioria das mulheres que a gente vê por aí, quanto com quem é realmente gorda. De um lado, faz as pessoas se sentirem acima do peso sem estarem, de outro, expulsa dos holofotes as plus size de verdade. Ok, nos Estados Unidos eles chamam de "curvy", ou seja, alguém que tem curvas. Mas faz diferença?


Há pelo menos uma década ouço falar em mudanças no modo como a indústria trata as modelos, movimento que ganha força a cada vez que uma dessas meninas morre de anorexia. O movimento se esvai com a velocidade de uma troca de estação. No começo, eu achava que ia ser algo efetivo, mas pelo visto era só história pra boi dormir.


Fabiana gravou um vídeo em suas redes sociais comentando a questão dos tamanhos (coloquei no final do post). “Descobri um mercado novo, que me ajudou a reencontrar minha própria autoestima, e cheio de mulheres maravilhosas de todos os tamanhos. Mais que aceitas, somos celebradas. A moda tem que ser inclusiva. De todas as mulheres, de todas as modelos. Chamar de ‘plus size’ ou de ‘curvy’ é só um rótulo. Um dia vamos todas ser apenas modelos”, afirma.


Gosto das palavras dela, e torço pra que realmente isso um dia aconteça. E acho triste a parte em que ela conta que não conseguia voltar para a moda porque tem quadril — pelos padrões da indústria, uma pessoa que vista 40 já é plus size, não sei se vocês sabem. Desejo muito sucesso à modelo, por quem tenho carinho, e espero que suas expectativas quanto ao mercado virem realidade: que um dia as pessoas consigam folhear as revistas e se verem ali, e terem sua autoestima turbinada. Ao contrário do que ocorre atualmente.


Um vídeo publicado por Fabiana Saba (@fabisaba) em
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